fbpx

Arquitetura Educacional e Aprendizagem Digital

Arquitetura Educacional e Aprendizagem Digital

Um dos grandes setores que tem se destacado no cenário da educação que atualmente vivenciamos, repleto de novas tecnologias e metodologias utilizando neurociência e meios digitais entre outros, diz respeito a educação corporativa.

Sim, está cada vez mais caro ir para uma sala de aula física, além disso o próprio profissional está sem tempo, deve apresentar resultados, se capacitar resoluta e continuamente, isso significa que ele trilha seu caminho de aprendizagem resolvendo na prática muitos problemas que aparecem em seu caminho ad-hoc.
A aprendizagem digital vem dar colaborações importantes nesse aspecto, mormente suas aplicações dentro das universidades corporativas mediante o emprego do blended learning.
As Instituições de Ensino ainda estão trabalhando isso, seus meios tradicionais de uso da EAD e a forma com que o LMS é empregado, não causam mais o efeito necessário aos estudantes de forma que, os olhos destes outrora ávidos, voltam-se para o que as empresas as quais trabalham podem oferecer de recursos para que atinjam seus objetivos corporativos de forma mais assertiva, mais contundente.
Isso vai gerar maior valorização e como consequência crescimento no colaborador e Ascenção profissional e reconhecimento que é o que todos queremos.
Atualmente esse tema da aprendizagem digital tem sido uma das maiores preocupações dos gestores de capital humano e dos próprios CEO nas empresas.
Neste mundo de automação, transformação de negócios e obsolescência contínua de habilidades, as empresas estão percebendo que entregar uma experiência de aprendizado digital atraente aos colaboradores é fundamental para o sucesso dos negócios.
Tendo em mente a definição de que, “Aprendizagem Digital não tem nada a ver em usar seu smartphone ou tablet para aprender alguma coisa, mas sim aprender onde você estiver”, quero dizer diretamente a você que poderá “levar o aprendizado onde você estiver”.
Mas não me refiro diretamente a ferramentas, tipologia e gadgets, na verdade, me refiro a maneira com que estamos aprendendo.
Sob esse ponto de vista, essa maneira tende a ser muito mais libertária e autoguiada.
Uma mudança necessária de paradigma, bem-vinda porque, sai a era do uso das ferramentas como principais estrelas e entra a era do design centrado no indivíduo, ou seja, foco na experiência do estudante! E isso meus caros, coloca em xeque a forma com que fazemos design instrucional.
Há indícios muito fortes de que o LMS já não é mais o centro da aprendizagem numa universidade corporativa, ele irá se extinguir.
Para a atual geração de colaboradores e estudantes, ele não faz mais sentido, perdeu seu proposito. Nossas mentes são prodigas em padronizar e tentar deixar tudo em processos fáceis de usar e manter, o foco é maximizar volumes e ganhos de escala e em consequência disso, ganhos financeiros.
Percebemos que esse tipo de maximização as vezes não é coerente com o equipamento que sofre as consequências disso. Nosso cérebro é muito diferente e possui uma plasticidade ímpar quando se trata de aprender o que nos interessa. Gosto da máxima, “aprender é se libertar”.
Não, não estou pregando contra o LMSs Learning Management System! Eles têm seu papel ainda, mas as próprias empresas que os desenvolvem e os controlam, mesmo os LMSs de iniciativa livre, sabem que mais dia menos dia … “Kobaiashi Maru!” ¹.
Bem, eles já estão se mexendo para gerar as mudanças necessárias para mantê-los atualizados e antenados aos novos tempos, talvez você nem esteja percebendo… lembre-se LMS são catálogos, organizadores e conformadores de conteúdo, SCORM é um padrão que apresenta sinais do tempo para a era da aprendizagem inteligente.
LMS tradicional, não é propriamente útil ou fácil de usar quando você tem centenas de cursos para ver e fazer ou se interessar principalmente se os conteúdos são entrelaçados nas áreas de conhecimento que você precisa desenvolver competências.
O que com o digital learning é conteúdo em “tempo real, o tempo todo, de forma inteligente e fluida”, simples assim.
A proposição de uma nova arquitetura emergente para esse atendimento se fez necessária, porque a forma tradicional de taxonomia e controles que usam o SCORM, não está gerando mais a rastreabilidade e muito menos a percepção de que os colaboradores estão evoluindo, quer dizer, não adianta mais saber se fizemos ou não o cursos, se acertamos tudo ou não, quantas vezes repetimos um teste, se estamos atrasados ou adiantados com relação ao conteúdo, mas sim, se aprendemos e estamos usando de verdade isso para resolver desafios, empregar habilidades e por fim se estamos crescendo e aparecendo.
Como já ouvi de muitos gestores e alunos de pós e MBA, a compilação de dados é bonita, gera um monte de histogramas e “indicadores” legais, mas…
Como sempre escrevo, acabo conhecendo muita gente e conversando quando há oportunidade em encontros, congressos e na sala de aula, afinal trabalho a muito tempo com educação e consultoria e a opinião quase uníssona é que, usamos LMS nas corporações porque eles são obrigados, senão… Portanto, de maneira forçada, criamos essas percepções subjetivas sobre pessoas, cursos e claro, conteúdos e as vezes áreas nas empresas dedicadas ao desenvolvimento humano são arranhadas por baixa percepção de valor. Isso acontece porque o LMS virou um contador de HITs, ficou quantitativo demais.
Nos dias de hoje, há uma vastidão de locais para guardar coisas importantes sobre conteúdos curtos e eficazes baseados em Repositórios de Registro de Aprendizagem (LRS), além disso, se tudo o que fazemos em nossas vidas aprendemos, e tudo o que fazemos no digital deixa marcas, elas são rastreáveis.
Você já deve ter percebido isso quando recebe propagandas, ofertas, promoções, indicações de outras pessoas no seu facebook, linkedin, e outras redes e aplicativos, isso é perfeitamente possível, e já está sendo usado também para aprendizagem no ambiente empresarial. Tudo é rastreável, principalmente num local de trabalho, não é mesmo!
Para aprender de maneira eficaz o colaborador avido em resolver aquele desafio em seu ambiente de trabalho quer: micro aprendizagem e não macro aprendizagem.
As empresas devem estar atentas a isso e atuar assertivamente.
As Universidades começaram a entender isso forma direta, sim há limitações a implementação disso devido a forma com que o organismo de regulação da educação enxerga (cursos, grades, disciplinas e conteúdo) estaques e não comunicantes. Se valem atualmente de cursos livres em suas plataformas como forma de enfrentamento. Bom, já é um começo. As empresas não têm essa limitação!
As empresas têm em suas mãos a oportunidade de entrar num jogo que fará bem para o colaborador e para a empresa. Jogo ganha, ganha!
O colaborador pode ter acesso a isso numa corporação antenada e que quer fazer com que ele possa resolver os desafios do dia a dia e tirar suas ideias e resultados do papel.
A área de Capital Humano pode criar uma estratégia empacotada num mix de soluções de aprendizagem integráveis, inteligentes, altamente personalizáveis e, que permitam a esse indivíduo evoluir na carreira gerando valor a organização.
Claro, se sou um colaborador iniciando na carreira, temos que partir dos macro temas, eixos estruturantes do conhecimento, nos desenvolver, praticar, sentir a falta de complemento e ir atrás, para poder chegar ao micro conteúdo.
Mas, sabemos que as empresas querem gente que entre “jogando”, além disso, o trabalho e a forma de trabalhar mudam constantemente e, isso por si só, exige aprendizagem e desenvolvimento de habilidades de maneira contínua. Desafiador, não é?!
Para atuarmos e atendermos tudo isso, a arquitetura de ensino que precisa ser implementada para gerar resultados nos dias atuais, dentro da área de domínio que um funcionário precisa, diz respeito a integração aliando multi conteúdo, objetos de aprendizagem, distribuição fluida segmentada que também permita reorganização conforme a necessidade específica de cada colaborador.
Isso leva em conta organização de macro e micro aprendizagem, monitoramento inteligente de atividades e conteúdo, desafios, games, desenvolvimento por competências, dinamizados por demanda e muita, mas muita inteligência por trás de tudo isso para monitor, personalizar e sugerir objetos e trilhas para aprendizagem centrada no indivíduo que proporcione a melhor experiência.
Como você deve ter percebido, sem agregar um desafio, sem uso de gamification, sem privilegiar IA (inteligência artificial) para o suporte desse ensino experiencial e orientado a aplicação de conhecimento, tudo isso não fluirá.
Em suma, esse artigo serve como orientação para que se perceba que, à medida que a tecnologia se torna penetrante, a paisagem de ensino e aprendizagem necessita de uma arquitetura de aprendizado multiestruturante, interoperável, prática, inteligente e transparente para conectar, integrar e compartilhar saberes, aplicações e colaboração.
Porém, a busca por conteúdo específico não é fácil e leva tempo para visualizar e identificar, para tanto se faz presente o uso de meios que trabalhem com metadados para marcação e, que atuará como um facilitador na pesquisa e oferta de conteúdo aos colaboradores ampliando suas competencias e resultados de forma eficaz.
Dessa maneira a área de Capital Humano poderá sair da subjetividade da eficácia de um treinamento (só sei que tantos fizeram tantos cursos) para uma outra realidade. Agora sei que tantos acessaram esses conteúdos e posso vincular aos seus usos na empresa podem inclusive associar a projetos em andamento, a issues em ocorrencias e soluçoes construidas e não simplesmente propostas. Creio que a analise de desempenho iria para um outro patamar. O patamar da aplicação do investimento da empresa em capacitação medido com um conceito de ROI aplicável e restreável.
Isso vai criar um ambiente de seleção de conteúdo virtual inteligente que facilitará a vida do colaborador tanto no micro aprendizado quanto no macro aprendizado a partir de cada um dos elementos disponíveis.
E então, o que está esperando, vamos embora aprender e transformar a vida das pessoas que querem fazer e acontecer dentro da sua empresa?!
Se sentiu motivado com nossas ideias, quer saber como usar isso em sua empresa, escola ou vida, já começamos a transformação do ensino no Brasil? Entre em contato conosco, www.opencadd.eng.br
Até o próximo artigo.
Referências:
1 – Trata-se de uma metáfora. No Universo de Star Trek, Kobayashi Maru é uma espaçonave fictícia, usada em um simulador para treinamento de capitães. Nesta simulação, Kobayashi Maru é um cargueiro que transporta 300 pessoas, e é colocado em uma situação onde não existe solução possível.

Artur Marques: é gestor de EAD e Negócios Digitais na Opencadd, professor universitário, astrofísico e  entusiasta da ciência e tecnologia aplicada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »