Machine Learning: o aprendizado a partir de dados criará melhores produtos e serviços

O site Kdnuggets.com conversou com executivos de várias organizações que estão na vanguarda de assuntos como ciência de dados, machine learning, análise de dados e inteligência artificial. Entre eles, Seth DeLand, gerente de marketing de produtos da Mathworks. Veja como MATLAB se posiciona nesse cenário.

Machine Learning está no centro das tecnologias que levam aos principais temas apontados pelos especialistas entrevistados. Entre esses temas está a mudança do panorama analítico, de como a ciência de dados continuará a influenciar o mundo dos negócios e como as tecnologias emergentes serão aproveitadas para isso.

Seth DeLand é gerente de marketing de produtos de análise de dados da MathWorks. Ele acredita que machine learning (aprendizado de máquina, na tradução livre) será naturalmente integrado a produtos e serviços. As empresas e as indústrias usarão cada vez mais algoritmos para que as máquinas “aprendam” a partir de dados e melhorem seu desempenho. Desta forma, haverá consequente melhora na performance dos produtos e serviços que utilizam o machine learning.

Machine learning já está presente em várias áreas: processamento de imagens e visão computacional para reconhecimento facial, previsão de preços e carga para produção de energia, previsão de falhas em equipamentos industriais, por exemplo. E estará cada vez mais presente, à medida em que as empresas utilizarem ferramentas eficientes, como o MATLAB.

Seth, também afirma que as indústrias usarão especialistas para preencher as lacunas que existem em ciências de dados. “Muitas empresas lutam para encontrar especialistas em ciência de dados e estão oferecendo ferramentas escalonáveis, como o MATLAB, a seus engenheiros e cientistas, para capacitá-los a realizar ciência de dados”. Desta forma como eles já têm conhecimento de processos, estarão bem posicionados para aplicar técnicas de ciência de dados. Desta forma será possível avaliar os resultados e determinar a melhor maneira de integrar modelos a sistemas de negócios.

Confira as opiniões de outros especialistas coletadas pela Kdnuggets.

A Inteligência Artificial além do entusiasmo

Avanços em computação e pesquisa estão tornando as aplicações de Inteligência Artificial muito mais viáveis.

 

A inteligência artificial (IA) começa a se fazer presente cada dia mais, na vida do ser humano, sendo utilizada para aumentar e melhorar a produtividade humana.

“Existe muito entusiasmo em relação à IA”, diz Rich Rovner, vice-presidente de marketing da Mathworks. “Na verdade, há mais entusiasmo do que realidade. Mas já podemos ver profissionais desenvolvendo coisas reais em engenharia com Inteligência Artificial. Alguns dos trabalhos mais importantes hoje são na criação de modelos algorítmicos para engenharia, que têm sido aplicados em pesquisas específicas”.

O vice-presidente ratifica a importância de usar dados para simulação, de modo a evitar falhas em modelos reais. Exemplo isto, é a aplicação de simulação em turbinas eólicas. Neste caso, construir um modelo preditivo para turbinas eólicas requer o uso de CAD e CAE. A partir daí, as simulações realizadas no modelo de engenharia fornecem dados que a Inteligência Artificial pode utilizar. Esses dados, por sua vez,  inserem parâmetros no modelo a fim de analisar as falhas durante a simulação. E desta forma, é assim que a inteligência artificial acaba sendo inserida no fluxo de trabalho das engenharias.

Rovner ainda conclui: “esse estágio inicial da IA é um momento de familiarização com os processos. Hoje estamos fazendo coisas que serão usadas em um futuro não muito distante. Desta forma, as equipes de engenharia começam a criar suas bases e construir verdades fundamentais para seus modelos, em diversos segmentos”.

Quer saber o que outros especialistas tem a dizer sobre o assunto? Confira o texto completo (em inglês), publicado no portal DE247.

Confira também como a internet das coisas pode colaborar para a construção de cidades inteligentes.

Redes neurais e deep learning impulsionam a automação digital

Você sabia que as novas tecnologias digitais afetarão o desenvolvimento de produtos? Dados, conectividade, design incorporado e fatores humanos moldarão o futuro da Engenharia de Projetos.

No fluxo da revolução tecnológica e acompanhando o mundo contemporâneo, engenheiros e projetistas basearão seus estudos técnicos com foco em modelagem e algoritmos e fazendo uso de novas tecnologias como deep learning e redes neurais É neste ponto em que a OPENCADD, representante da MathWorks no Brasil, e especialista em Indústria 4.0 é apta para encontrar soluções.

O gerente de Marketing de Produtos de Inteligência Artificial (IA) da MathWorks, Bruce Tannenbaum, afirma que curiosidade técnica, é fundamental para que engenheiros e cientistas adotem a IA. “Além disto, outros profissionais também usarão deep learning e a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), dada a facilidade que trará ao dia a dia”.

Com a evolução da IoT, haverá a democratização de seu uso, consequentemente não-especialistas replicando tecnologias. Nascerá uma quantidade enorme de programas educacionais e aplicativos com interface amigável. Isso levará para dentro das famílias a exposição em tecnologia, massificando seu uso e melhorando a qualidade de vida do ser humano.

As empresas usarão cada vez mais algoritmos, para melhorar o desempenho de seus produtos e serviços. Outro ponto importante é que, aqueles profissionais especializados e capazes de desenvolver tecnologias inovadoras terão salários mais altos, pois o mercado exigirá rotinas e soluções inteligentes para atender aos diferentes fluxos de trabalho.

E qual o resultado prático disso? Baterias em veículos elétricos, que deverão ser menores e mais eficientes; conectividade 5G, que se tornará um padrão habilitado para internet das coisas; veículos autônomos e produtos que exijam transmissão de dados de maneira extremamente rápida e até mesmo manutenção preditiva.

Confira a matéria original publicada na Digital Engineering 247, que contém estas e outras previsões sobre o desenvolvimento de produtos digitais.

Viviane Nunes - assessora de imprensa OPENCADD
Viviane Nunes é jornalista e atua como assessora de imprensa da OPENCADD desde 2016, sendo responsável pelo relacionamento com a imprensa, organização de cerimoniais e cobertura de eventos.

Internet das Coisas nas cidades inteligentes

Dificilmente você encontrará hoje uma pessoa que não sabe o que é IoT ou Internet das Coisas. Alguns podem até desconhecer o termo, mas basta citar um exemplo da vida cotidiana e logo todos estarão na mesma página. Internet das Coisas deixou de ser tendência e já é uma realidade.

Internet das Coisas é sobre conectar “coisas” de forma inteligente para nos beneficiar de alguma forma, seja trazendo conforto, praticidade, produtividade ou agilidade. Dada a quantidade de “coisas” que existem no mundo, dá para imaginar o volume de conexões possíveis entre elas e os benefícios que podemos alcançar? Por isso, apesar da tecnologia já ser uma realidade entre nós, ainda há muito o que explorar e usar a nosso favor.

Foi pensando nisso, que a Professora Doutora em Engenharia Renata Marè, desenvolveu um projeto que explora as possibilidades de IoT para a construção de cidades inteligentes.

A tese consiste na utilização de LEDs – presentes em luminárias públicas, semáforos e lanternas de veículos – para a transmissão de dados.  O objetivo é garantir as coordenadas posicionais em locais da cidade menos favoráveis à recepção de sinais de GPS – como túneis, por exemplo.

A pesquisa baseou-se na proposta de que luminárias de LEDs presentes na infraestrutura pública pode transmitir as coordenadas posicionais aos ônibus através de VLC (Visible Light Communication). O ônibus, por sua vez, recebe a informação e a transmite à Central de Controle e Operação. Desta forma, os responsáveis pelo planejamento e gestão do transporte público tem à disposição mais informações para criar Sistemas de Transporte Inteligentes, de fato.

Este artigo é o segundo de uma série que tem como propósito apresentar trabalhos acadêmicos que congregam áreas como IoT, cidades inteligentes, sistemas de comunicação sem fio, tecnologia de iluminação a LED, Sistemas Inteligentes de Transporte e Comunicação por Luz Visível. Se você perdeu o primeiro artigo, acesse aqui.

Para conferir o segundo artigo, preencha o formulário abaixo e faça o download.

 

Que tal liberar o MATLAB para todo o campus? É fácil e custa menos do que você imagina!

O programa TAH (Total Academic Headcount) mudou de nome e agora se chama Campus-Wide License, mas mantém todos os benefícios que você já conhece. O principal: licenças MATLAB e Simulink para todo o campus.

O melhor programa para instituições de ensino mudou de nome. Conhecida anteriormente como Total Academic Headcount, a Campus-Wide License é a forma como as universidades proporcionam a todos os alunos, professores e pesquisadores as licenças de MATLAB e Simulink para serem usadas dentro e fora do campus.

Mostrando sua importância, para a realização de diversos projetos, universidades de todo o mundo são usuárias do Campus-Wide License. Isso permite que milhares de estudantes, professores e pesquisadores realizem seus trabalhos em qualquer lugar do planeta.

A Campus-Wide License é a maneira mais eficaz e econômica para garantir o acesso ao software MATLAB. Consiste na adoção, pela instituição de ensino, de uma configuração padrão para todos os professores, pesquisadores e alunos, necessitando apenas a liberação de acesso.

Campus-Wide License pelo mundo

Mais de 500 universidades internacionais já optaram pelo Campus-Wide License, garantindo e incentivando pesquisas, em salas de aula e em projetos desenvolvidos por estudantes de diversas áreas do conhecimento, como engenharia, economia, ciências e finanças. “É uma excelente maneira de aprimorar conhecimentos e intensificar o uso do MATLAB e do Simulink nas diversas disciplinas software, a qualquer momento e em qualquer lugar. O aluno não precisa esperar chegar na universidade para realizar um trabalho acadêmico, pode fazer em seu computador pessoal onde quer que esteja”, comenta Silvia Lavagnoli, gerente de marketing da OPENCADD empresa que representa a Mathworks no Brasil.

Como ferramentas para inspiração técnica, tanto na aula quanto para o trabalho em campo, a Campus-Wide License apresenta diversas vantagens. Entre elas: está disponível para todos os professores, pesquisadores e alunos em qualquer lugar: em casa, na sala de aula, nos laboratórios, no campo ou em viagem. Além disto, fica disponível em todos os computadores da universidade, bem como máquinas de cada aluno e professor.

A configuração Standard inclui MATLAB, Simulink e 32 toolboxes, enquanto a Full Suite disponibiliza aos usuários 83 toolboxes. O contrato anual permite modelo de custo para previsão em orçamento mais previsível.

É uma licença centralizada que assegura uso correto do software, sendo facilmente integrável ao programa BYOD (Bring Your Own Device).

Eleve agora mesmo o nível de sua instituição de ensino? Entre em contato e saiba mais.

Viviane Nunes - assessora de imprensa OPENCADD Viviane Nunes é jornalista e atua como assessora de imprensa da OPENCADD desde 2016, sendo responsável pelo relacionamento com a imprensa, organização de cerimoniais e cobertura de eventos.

Como surgiu a Inteligência Artificial?

Inteligência artificial é um dos assuntos mais comentados na atualidade. Mas, ignore todas as camadas de badalação e sensacionalismo que envolvem o assunto e você vai se deparar com algo incrivelmente importante.

Leigos tem em mente a ideia apocalíptica sobre Inteligência Artificial de substituição da humanidade por robôs. No entanto, sabemos que Inteligência artificial é muito mais do que isso. É sobre “treinar” as máquinas para desempenhar tarefas básicas que nos proporcionam mais conforto, como, por exemplo, solicitar um endereço ao seu smartphone através do comando de voz. Desta forma, inteligência artificial é muito mais sobre ter as máquinas ao nosso lado e ao nosso serviço do que tê-las tomando nosso lugar e espaço.

Mas você sabia que inteligência artificial não é algo novo? Não é nem deste século! Tudo começou em 1956 com um professor chamado John McCarthy da Universidade de Dartmouth em Hanover nos Estados Unidos. McCarthy selecionou um grupo de cientistas com os quais trabalhou durante um verão, estudando uma forma de “ensinar” as máquinas. Para isso, seria necessário descrever precisamente aspectos do aprendizado e outras características da inteligência humana. Desta forma, as máquinas seriam capazes de utilizar a linguagem, resolver problemas e aperfeiçoar-se gradativamente.

O grupo de estudos de McCarthy pontuou os principais aspectos do “problema” da inteligência artificial e elaborou uma proposta de pesquisa. Nós traduzimos esse documento que você pode ler na íntegra além de conferir  também uma imagem da proposta original.

 

PROPOSTA DE PROJETO DE PESQUISA DE DARTMOUTH SUMMER SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL | Download

 

Além de Dartmouth, muitas outras universidades norte-americanas foram palco de discussões sobre inteligência artificial. Podemos citar o MIT com a criação do primeiro chatbot e Stanford com um programa que interpretava análises químicas.

Depois disso, empresas como a Mercedes e a IBM entraram em cena. Um dos momentos mais memoráveis foi a vitória do computador Deep Blue da IBM sobre o campeão mundial Garry Kasparov em uma partida de xadrez.

Em 2004 aconteceu, no Deserto de Mojave, a primeira Darpa (Defense Advanced Research Projects Agency) Grand Challenge. Tratava-se de uma corrida de “carros-robôs” que aguçou o interesse por carros autônomos.

Hoje, empresas como a Google, Microsoft, Amazon e IBM mantém-se em evidência apresentando inovações que otimizam gadgets e facilitam cada vez mais nossas vidas.

Termos como Deep Learning e Machine Learning fazem parte do nosso dia-a-dia e até mesmo do vocabulário de muitos de nós. Mas caso você tenha um amigo que não se sente à vontade com essas expressões, vai aqui nossa dica! Mande para ele um Glossário de Inteligência Artificial que contém os termos mais citados sobre o assunto.

 

GLOSSÁRIO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL | Download

Espero que tenha gostado das curiosidades apresentadas nesse texto.

Até a próxima!

         Silvia Lavagnoli, Gerente de Marketing da OPENCADD desde 2016.Silvia Lavagnoli - Gerente de Marketing

Presença Feminina, apesar de pequena, cresce na Fórmula SAE em 2018

A presença feminina, em determinadas áreas do conhecimento, tem aumentado nos últimos anos. Exemplo disto, é o número de alunas que participaram da Fórmula SAE, promovida aos estudantes de Engenharia. A proposta do evento é desenvolver um projeto completo e construindo um carro tipo Fórmula.

UFF - FSAE 2018

As mulheres na Fórmula SAE 2018

Na última competição realizada no final de 2018, em Piracicaba, participaram 72 equipes, representando 1.403 participantes, deste total, 26 eram mulheres, representando menos de 2% de inscritos.

Apesar da participação feminina ser um número ínfimo, é o dobro do representado em 2017, em que com 1.216 alunos, apenas 12 eram do sexo feminino – menos de 1%.

Uma das equipes, liderada por uma estudante, foi a da Formula Tesla, da UFMG. Coordenada por Ana Flávia Rangel, a equipe ficou em segundo lugar nas categorias: elétrico, custos e manufatura e endurance; e conseguiu o terceiro lugar em projetos, autocross e aceleração.

TESLA UFMG - FSAE 2018Capitã da equipe, Ana disse que o grupo é composto por 36 membros, dos quais 20 foram inscritos.  Entusiasmada, a líder informou que “em 2018, tivemos um grande avanço: é o segundo ano de participação da nossa equipe e tivemos uma melhoria de 10º, para 2º lugar. O carro foi melhorado, mas ela enfatizou que a equipe tem uma qualidade técnica maior.

Para conseguir este avanço, o uso do software MATLAB® foi fundamental. “Com ele conseguimos otimização, tanto para dinâmica veicular como simulações simples, mas principalmente simulações eletrônicas no sistema de gerenciamento de baterias (BMS)”, comentou.

Ela ratificou que o apoio da OPENCADD, representante da Mathworks, foi importante para a equipe. Por se tratar de uma equipe novata, com apenas dois anos de existência, a falta de conhecimento de uso do software poderia inviabilizar sua correta aplicação.

“Os cursos disponibilizados nos ajudaram muito. Em 2019, vamos tentar o primeiro lugar. Já estamos em busca de patrocínio” (Ana Flávia Rangel)


Viviane Nunes - assessora de imprensa OPENCADDViviane Nunes é Presidente no Brasil do Comitê Women ASHRAE. 

É jornalista e atua como assessora de imprensa da OPENCADD desde 2016, sendo responsável pelo relacionamento com a imprensa, organização de cerimoniais e cobertura de eventos.

Como Inteligência Artificial e Machine Learning nos afetarão no futuro próximo?

No final do ano passado a revista americana eWEEK, especializada em conteúdo para a Indústria de Tecnologia da Informação, entrevistou executivos de diversos setores para saber a opinião deles sobre os impactos da Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (Aprendizagem de Máquina) em nossas vidas em um futuro próximo. Este texto trata resumidamente as opiniões desses executivos. Entre eles, o depoimento de Richard Rovner, vice-presidente de marketing na Mathworks.

 

Com recursos e ferramentas disponíveis em abundância – bandas largas, códigos de alta qualidade, processadores eficientes, alta capacidade de armazenamento de dados, aparelhos celulares e outros mobiles, aplicativos engenhosos e incontáveis tipos de serviços de nuvem -, o terreno é mais do que fértil para a difusão da Inteligência Artificial.

Então, o que podemos esperar pela frente? Veja abaixo alguns pontos sugeridos pelos profissionais entrevistados.

IA na prática

‘O que é IA’ já é assunto superado. Hoje, o x da questão é como colocar IA a serviço da sociedade, transformando-a em soluções eficientes para os negócios. Para isso, o trabalho colaborativo e integração de equipes técnicas e não-técnicas é fundamental para o sucesso.

IA como commodity

A inteligência artificial deve ser popularizada, pessoas comuns precisam ter acesso a ela. Todos usam micro-ondas e celulares sem necessariamente saber como funcionam. Por isso, popularizar a tecnologia é a forma mais rápida de colocá-la, de fato, a serviço da sociedade. À medida que mais e mais pessoas fizerem uso da IA, questões de natureza ética surgirão nos próximos anos, e serão foco de muitas discussões.

IA + IoT

Hoje, a Inteligência Artificial está mais do que pronta para otimizar a Internet das Coisas (IoT), que hoje, na opinião desses executivos, não é muito smart. Assim sendo, com IA, os equipamentos conectados por IoT podem ser ensinados e personalizados para se adequar a estilos de vida diferentes. Desta forma, impactos positivos seriam sentidos em nossas vidas cotidianas muito em breve.

O combustível de IA

A eficiência da Inteligência Artificial é diretamente impactada pela qualidade dos dados que a alimenta. Dados são gerados pelas corporações. Por isso o momento de “virar a chave” depende do que entenderem o potencial do uso da IA para seus negócios. No entanto, isso é muito particular de cada corporação, por isso não há data marcada para acontecer.

Leia a matéria integral em inglês.

Indústria 4.0 – Evolução ou Revolução?

Primeiro vieram as máquinas à vapor – Indústria 1.0. Em seguida a eletricidade – Indústria 2.0. E depois foi a vez da tecnologia da informação – Indústria 3.0. Três revoluções na história da indústria, marcadas por rupturas que transformaram os processos produtivos ao longo dos anos. Hoje, chegamos à era da Indústria 4.0.

Somos testemunhas da mais radical de todas as revoluções, que teve início na virada do século e é conhecida como quarta revolução industrial. Esse novo modelo de produção da chamada Indústria 4.0 teve origem na revolução digital com a integração de diversas tecnologias e do aprofundamento da relação de trabalho entre o homem e a máquina.

De acordo com Klaus Schwab, “Moldar a quarta revolução industrial para garantir que ela seja empoderadora e centrada no ser humano – em vez de divisionista e desumana – não é uma tarefa para um único interessado ou setor, nem para uma única região, ou indústria ou cultura. Pela própria natureza fundamental e global dessa revolução, ela afetará e será influenciada por todos os países, economias, setores e pessoas” (A quarta revolução industrial. São Paulo. Edipro, 2016).

Muitas são as transformações que a nova era industrial está promovendo em nossa sociedade. As novas formas de usar a tecnologia mudaram (e continuam mudando) rápida e profundamente não apenas o processo produtivo, mas também o consumo, transportes, relações de trabalho, comunicação e até mesmo a forma como nos relacionamos em sociedade.

Não sabemos ao certo quais os desdobramentos das transformações geradas por essa nova era, mas sabemos onde tudo isso começa: nas novas tecnologias. De acordo com o Boston Consulting Group, são 9 os pilares tecnológicos que sustentam a Indústria 4.0.

 

9 PILARES TECNOLÓGICOS DA INDÚSTRIA 4.0

Big Data

  1. Big Data e Data Analytics

A capacidade de coletar, organizar e analisar enormes quantidades de dados de fontes diversas é uma das grandes “estrelas” da Indústria 4.0. A aplicação de Big Data e Data Analytics otimiza a qualidade da produção, economiza energia e melhora o desempenho dos equipamentos.

Saiba mais sobre BIG DATA neste vídeo.

 

robôs autônomos

  1. Robôs autônomos

Robôs são utilizados há muito tempo na indústria, mas o diferencial do robô da Indústria 4.0 está na capacidade de trabalhar sem a supervisão humana, agindo de forma inteligente, cooperativa e autônoma. A utilização de robôs autônomos reduz custos com mão-de-obra e aumenta a produção, tornando as indústrias mais competitivas.

Saiba mais sobre a construção de robôs autônomos neste vídeo.

  1. Simulaçãosimulação

Simular virtualmente produtos e materiais já é uma realidade. Na Indústria 4.0, o ambiente virtual envolve máquinas, produtos, processos e pessoas e faz uso de dados do mundo físico. Desta forma, toda a cadeia de criação pode ser simulada.

 

  1. Integração de Sistemas (horizontais e verticais)

As integrações horizontais e verticais dizem respeito a sistemas de TI consistentes e interligados dentro das empresas (engenharia, produção, serviços, etc) e fora delas (empresas, fornecedores, distribuidores e clientes). Com redes universais de integração de dados as corporações da quarta revolução industrial nunca estarão isoladas.

 

  1. Internet das coisasinternet das coisas

A quantidade de sensores no mundo hoje já é maior do que a população mundial. Sensores estão por toda parte, fazem parte de nosso dia-a-dia e conectam nossos dispositivos (celulares, TVs, automóveis, eletrodomésticos, entre outros). Essa é a internet das coisas. No contexto de Indústria 4.0, todas as coisas são inteligentes e estão conectadas à internet. Sensores conectados geram dados e dados analisados (data analytics) aumentam a capacidade de tomada de decisão em tempo real.

Saiba mais sobre Internet das Coisas.

 

cybersecurity

  1. Cibersegurança (Cyber Security)

Surge quase que como consequência de vários outros pilares da Indústria 4.0, pois em um mundo altamente conectado e integrado, proteger dados e sistemas das ameaças cibernéticas torna-se um enorme desafio.

 

  1. Computação em Nuvem (Cloud Computing)

A computação em nuvem já é utilizada por muitas organizações, porém na Indústria 4.0, a performance das tecnologias em nuvem é otimizada pelo aumento da capacidade e velocidade de processamento. Sistemas mais rápidos atraem mais empresas que confiam seus dados e sistemas à nuvem. Entre os benefícios, maior quantidade de dados passíveis de integração e economia de hardware para as organizações.

 

impressão 3D, manufatura aditiva

  1. Manufatura Aditiva

Também chamada de impressão 3D, a manufatura aditiva hoje é utilizada para a produção de protótipos físicos e peças únicas. Na Indústria 4.0, a manufatura aditiva é utilizada em larga escala para a produção de pequenos lotes de peças customizadas, que no modelo de processo tradicional envolve altos custos de personalização, fabricação e transporte.

(Conheça o projeto do MIT, sobre da impressão 3D em arquitetura)

 

  1. Realidade Aumentadarealidade aumentada

A Indústria 4.0 enxerga um enorme potencial na realidade aumentada para a geração e prestação de serviços. Ao permitir interações entre o mundo real e o virtual, esta tecnologia é de grande utilidade para aplicações na medicina e educação, assim como no treinamento profissional de colaboradores.

 

A OPENCADD tem plena convicção que essa grande revolução beneficiará a todos, em especial aqueles que forem capazes de inovar e se adaptar. Acreditamos na TRANSFORMAÇÃO RESPONSÁVEL, em relações equilibradas homem-máquina e no uso da tecnologia para a melhoria do bem-estar e qualidade de vida para toda a sociedade.

Se você quer fazer parte desta quarta revolução industrial, conte com o know-how da OPENCADD, onde especialistas em Indústria 4.0 estão preparados para desenvolver as melhores soluções para sua empresa.
Entre em contato conosco.
Silvia Lavagnoli é gerente de marketing da OPENCADD e atua no segmento de tecnologia há 12 anos.

Manufatura Aditiva: a impressão em 3D

Equipe MIT imprime arquitetura

A impressão 3D, também conhecida como Manufatura Aditiva, ganhou notoriedade por “imprimir” tudo, desde comida até corações artificiais. Agora, esta tecnologia está se movendo para algo realmente grande, tão grande quanto uma casa. É isso mesmo! As impressoras 3D estão sendo usadas para imprimir edifícios!

Digital Construction Platform - MIT
Interior da construção. Créditos da Imagem: Steven Keating

Uma equipe de pesquisadores do MIT Mediated Matter Group projetou uma plataforma robótica capaz de imprimir arquitetura em 3D. A plataforma automatizada, chamada Digital Construction Platform (DCP), recentemente imprimiu um edifício em meio dia. Toda a estrutura de 167 metros quadrados foi criada em 13 horas e meia. De acordo com o The Journal of Science, “com 14,6 metros de diâmetro, a estrutura é o maior edifício já impresso em 3D por um robô móvel”.

O DCP é uma plataforma móvel com dois braços robóticos que podem ser equipados com uma série de ferramentas como escavadeiras, pulverizadores de espuma e concreto, ou ferramentas de lixamento especializadas. O MATLAB foi utilizado para modelar e gerar os códigos da plataforma de construção digital. Saiba mais sobre esse projeto no website do MIT.

[callout title=’O que a OPENCADD tem a ver com isso?’ text=’Assim como um hardware não é nada sem o software, um robô não serve para nada se não tiver inteligência. E é aí que a OPENCADD entra em cena, fornecendo tecnologia para sua empresa através de desenvolvimento de projetos e algoritmos para seu maquinário. Consulte nossos especialistas e eleve sua empresa ao patamar de Indústria 4.0.’ button_text=’CONTATO’ button_link=’https://www.opencadd.com.br/servicos/’]

Pensando no futuro

Ilustração Pixabay. Créditos TheDigitalArtist

Espera-se que robôs ganhem autonomia e inteligência que possibilitem não somente a execução da impressão, mas também o projeto. Sensores auxiliarão os robôs a determinar a melhor localização para as estruturas, por exemplo.

Robôs com esse grau de inteligência poderão ser de grande utilidade em regiões remotas, em áreas de assistência a desastres e até mesmo em mundos em desenvolvimento. Já imaginou que em um futuro não muito distante poderemos enviar robôs para a Lua ou Marte para construir uma nova cidade antes mesmo do ser humano chegar lá?